
A RTP está a produzir uma mini-série de seis episódios adaptada do formato original argentino “Tiempo Final”. Em cada episódio de 45 minutos é narrada a história de um crime com uma densidade dramática “intensa” e em “tempo real”.
Em “Tempo Final” cada episódio é independente e conta com um elenco muito pequeno (entre três e cinco actores) e onde todas as personagens “têm importância” e são “protagonistas”, adianta o realizador do primeiro e último episódios, Leonel Vieira.
A narrativa descreve como se cometem os crimes, não fazendo parte da acção a resolução policial dos mesmos. Cada crime acontece “sempre” e “apenas” num único local, detalha Leonel Vieira.
O realizador sublinha que se tratam de crimes "com os quais nos identificamos”, naquilo que apelida “crime latino”. Refere ainda que não se tratam de crimes “elaborados” e “sofisticados”, típicos da narrativa anglo-saxónica, mas crimes “temperamentais” e “passionais”, com os quais, acredita, o público se “vai identificar”.
Leonel Vieira ressalva o “sucesso” que a produção teve na Argentina, que “destronou” a novela líder de audiência.
“Tempo Final” está a ser filmada em Alta Definição 2k (o mesmo formato de “Quem Quer Ser Bilionário”), uma tecnologia que, admite Leonel Vieira, encarece o produto final, mas que, na sua opinião, é “preferível” apresentar uma mini-série que, esteticamente, “não tem nada a ver com o que já foi feito para televisão em Portugal”.
O director de programas da RTP, José Fragoso, não adianta valores, garantindo, contudo, que o investimento é “significativo” e que está dentro do “orçamento padrão” destinado para a ficção da RTP.
O primeiro de seis episódios terminou ontem de ser gravado e conta com um elenco “sólido”, adianta Leonel Vieira. As personagens são interpretadas por Fernando Luís, Rita Lello, Luís Castro, Cucha Carvalheiro e Marta Melro, um elenco que deixa o realizador “muito contente”.
Ao Expressões Lusitanas, Rita Lello faz um balanço “positivo”. Refere que a personagem que interpreta é “muito interessante de fazer”, sendo necessário “gerir a energia” para apresentar as duas “partes” da personagem.
O actor Fernando Luís encarna uma personagem que passa de “agressor a vítima” e para a interpretar teve de alterar a imagem (óculos, bigode e penteado), uma das componentes que “ajuda” o actor a “criar uma personalidade diferente”.
Marta Melro interpreta o papel da secretária Violeta, que vai fazer o “golpe do baú”. Para a actriz é “um privilégio” contracenar com um elenco deste “calibre” e com um realizador, como o Leonel Vieira.
Para já não há indicação de quando a mini-série poderá ir para o ar. O director de programas da RTP, José Fragoso, revela que tal não vai acontecer antes do segundo semestre.
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